domingo, 13 de maio de 2012

Estranho. Tudo é estranho!


          Tudo bem... ser entranho para os outros já é normal. Todos são estranhos aos olhos alheios. A diferença em vez de unir causa espanto.  Todos já se acostumaram com o espanto. Faz parte de como nos expressamos. É um bichinho de estimação que ninguém quer largar.
          A única coisa que não é normal, tratando-se de ser/estar estranho, é quando você se sente estranho em relação a si mesmo. Quando nos acostumamos com algo inteiro qualquer falta de pedaço é diferença. Mudanças então... nem se fala. Estranho é perder algo que faz parte de você. Imagine-se sem uma orelha.
          Estranho é querer “voltar ao normal”, mas manter-se na inércia até que a intervenção de uma força, seja pelo amor ou pela dor, altere seu estado inerte.
          Estranho é escrever e por incrível que pareça continuar com o mesmo “sorriso ao contrário” de alguns minutos atrás. Estranhos são até os beijos nos olhos que eu costumo deixar aqui.
          


          Estranho. Tudo é estranho!
(não vou pedir que ignorem a quantidade de repetições da palavra "estranho" aqui. Era assim mesmo que eu queria que fosse.)

sábado, 5 de maio de 2012

A perda de alguém

          Lembro-me como se fosse hoje o dia em que eu o conheci. Era como se ele tivesse entrado na minha vida para ser meu companheiro de todos os dias. Veio para mim como um presente. Logo que nos conhecemos, compartilhei com meu amigo músicas, vídeos, fotos e tudo o que eu gostava. Trocávamos mensagens, ligações e quem nos via juntos dizia que andávamos 24 horas grudados.
          Passamos a criar um vínculo de amizade tão forte que já éramos íntimos um do outro. Ele sabia todos os meus segredos e eu os poucos que ele tinha. As músicas que eu ouvia, era ele quem cantava; as mensagens que eu recebia, era ele quem mandava.
          Com o passar do tempo, comecei a vacilar. Quando eu tropeçava, era ele quem caia. Quando eu descuidava, ele sumia. Aquela amizade de causar espanto foi esfriando. Muitas das vezes não importava mais para mim suas quedas, seus arranhões ou quando ele sumia. De o melhor amigo, passou para um simples amigo, ou até outro qualquer.
          Sua quedas foram acabando com a sua vida. De saudável foi passando para doente, até chegar no estado terminal. Veio então a precisar de respirar por aparelhos e tristemente precisar deles periodicamente. A partir daí comecei a perceber o quanto meu amigo foi bom para mim. Foi quando voltei a valorizar sua amizade e companhia. Cuidava dele quando se recuperava e podia se ausentar por pouco tempo da companhia dos aparelhos.
          Chegou o dia que então, um mês e dois dias antes de completarmos dois anos de amizade, foi imposto a ele a impossibilidade de conservar a sua vida até pela ajuda dos aparelhos. Vivemos aí os nossos dias mais intensos. Valorizei todas as suas palavras e sons. Ao final do segundo dia após seu triste diagnóstico, ele veio à óbito. Lamentável dia 12/04/2012. E eu estava ao seu lado e fui a última a ouvir suas últimas palavras.
          Faleceu alguém que eu tanto amava. Ainda tentei apertar o seu peito para que revivesse, mas foi em vão. Estava travado o seu fim.

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          Felizmente esse amigo era só meu celular. Espero que a gente saiba valorizar alguém que seja como esse carinha aí na nossa vida. Não apenas no começo da amizade, ou no fim da vida dele. Que a gente fique de pé para que ele não caia. Que a gente se preocupe quando ele sumir.
          Ainda que seu amigo já esteja monótono, não despreze. Ame, sorria e chore com ele, cuide e ame mais um pouco. Amigos não são só amigos. Amigos são presentes!

***não me interprete errado. Não tinha todo esse apego com o meu celular que realmente faleceu dia 12/04/2012. Foi apenas uma forma de ilustrar algo que é muito simples e é real.

Um carinhoso e demorado beijo nos olhos de quem não deseja faz vários dias!
       

sábado, 10 de março de 2012

Aquele botão

            Quem dera eu pudesse ter um botão, como aqueles de controles que mudam totalmente o que está sendo reproduzido. Quando fossem os momentos mais difíceis, eu iria apertar, e só apenas apertar. O botão nao iria pausar, cancelar, avançar e muito menos retroceder. Ele só serviria para trazer para perto de mim aqueles a quem eu amo e quero sempre (sem exceção de tempo) conviver.
            Esse seria o botão que, mesmo que já seja isso impossível, não me deixaria de meus queridos me esquecer.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Vivendo ilusões

Vamos lá. Mais um devaneio, mais um texto que eu acho que não faz sentido nenhum, ou que meu egoísmo permite achar que ele é só pra mim.

É fácil ouvirmos as frases "você deve esquecer isso"; "quem vive de passado é museu (ou as glórias do SPFC*)"; levante a cabeça e não olhe para trás e blá blá blá. O que acontece é que nem sempre quem fala vive assim. Digo por mim, não sou diferente.

Vamos pensar agora somente nas estrelas. Em duas situações que, somadas, resultam no que eu quero falar. Sabemos que várias estrelas que aparecem para nós, formam lindos céus estrelados, mas estão a não sei quantos anos-luz da Terra. Essa distância permite que elas morram e mesmo assim continuem aparecendo pra nós. Pois se estão situadas a certa distância da Terra, é claro que sua luz chegue depois de um certo tempo para nós. Portanto, elas morrem e a gente ainda as enxerga. Situação um: concluída.

Partindo do mesmo pensamento que a luz das estrelas demora proporcionalmente à sua distância para chegar a nossos olhos, é fácil pensar que algumas estrelas estão lá no céu e a gente ainda não as enxerga. Tudo pelo simples fato de sua luz não ter alcançado ainda o nosso planeta. Situação dois: concluída.

Tudo isso nos incita o pensamento que estamos vivendo embaixo de ilusões. Assim diria o professor de física do pré-vestibular. Pronto, somamos e chegamos no resultado. A luz das estrelas que nós enxergamos mas já morreram, nos lembra o passado. Aquilo que a gente já viveu e ainda insiste em remoer. Insiste em sofrer e triturar e mastigar e ainda em tempo, sofrer mais um pouco. Mesmo que já tenha sido, nós ainda queremos enxergar.


E da mesma forma acontece com a luz que ainda não vemos. A estrela tá lá, já existe. Mas algo nos impede de ver o seu brilho. A gente tem coisas pra enxergar, preocupar, ficarmos alegres hoje, mas tudo que queremos ainda está no passado. Isso nos impede de ver aquilo que pode nos provocar todas essas reações. A preocupação com o que já foi + a nossa falta de vontade de querer algo novo é igual à toda ilusão gerada dentro do nosso coração.

Diferente da alusão que eu fiz sobre estarmos vivendo embaixo de ilusões, nós estamos vivendo ilusões. Queremos aquilo que não volta e não queremos o que pra nós está ou é. O conjunto desses dois nos limita a viver ilusões. E a decisão de acabar com esse engano, é somente nossa. Só a gente consegue quebrar.

E isso ai. Um beijo nos olhos, de quem enxerga o que era, e que quer enxergar aquilo que é .
*nota de rodapé: o hino do SPFC traz o seguinte verso: "As suas glórias, vem do passado..." - pra quem não entendeu a piadinha entre parênteses.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

(Y)

Então já é o dia em que a realidade toma conta daquilo que nos faz pensar. Caramba, pensei que demoraria mais. O sentimento de estar deixando para trás aquilo que melhor te aconteceu, os dias que você mais vai se lembrar...Ah, se eu pudesse parar no tempo e viver dando replay em alguns dias. Ou em apenas algumas horas. Tá bom, eu me contentaria em reviver alguns poucos minutos.


Já está na hora de viver aquilo que nos assombra.Os dias difíceis (descartando a possibilidade de os dias passados terem sido fáceis) já estão batendo na porta. Sua primeira lágrima escorre. E quem passa por isso, por mais que minha mãe discorde, sabe que não é drama que eu estou fazendo.


Pudera eu pegar os dias, dobrá-los e guardá-los numa gaveta. Assim como faço com as minhas camisetas. Pra apenas acordar de manhã, e de acordo com o dia ou meu próprio humor, vesti-los na intenção de reviver tudo aquilo que foi. Que foi bom ou no momento ruim, mas que hoje nos arranca momentos nostálgicos pela lembrança.


Sabe qual é o nome disso, querido amigo? Incerteza do que vai acontecer amanhã/falta de confiança/apego/e blá blá blá (como diria uma amiga em tal situação, ou não...). É mais do que claro, que se eu sei e tenho experiências de algo que já aconteceu, que eu não quero algo que eu não sei como vai ser e muito menos que dimensões irá tomar. E não venha discordar de mim, porque muitas pessoas, pra não generalizar, são assim. 


E é apenas isso que existe pra comentar de algo que foi bom e que ficou para trás. Ficou na minha memória e parece não querer mais deixá-la um minuto apenas...nem pra respirar. Revelarei o que está chegando que causa toda essa inquietação. O nome disso é: AMANHÃ TEM AULA, GALERA! IAUSHIAUHSIAUHSAIUHAS :/


beijos nos olhos, de alguém que ainda preza suas últimas horas de férias...Sumindo em 5 4 3 2....... 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Amizade é Como Um Chuveiro a Gás

Tem dias (geralmente quando eu fico com sono) que as metáforas tomam conta de mim e eu começo e não paro nunca mais. Num dia desses de inspiração tomando um banho 'pouco' instável foi quando surgiu a teoria/filosofia/pensamento que diz que a amizade é como um chuveiro a gás. Não é um texto recente e estou postando-o novamente por motivos ortográficos e estéticos, que quando publicado pela primeira vez, não estava em sua melhor forma.

 A amizade é como um chuveiro a gás. HÃAN? Um chuveiro a gás num acampamento (especificamente aquele com um chuveiro elétrico e dois a gás em cada quarto) depende de outro chuveiro pra ser quente, frio, muito potente ou pouco potente. E assim são os relacionamentos. Em questão: a amizade. Amizade não existe sendo eu e somente eu, como qualquer outro relacionamento também não exista assim. Quando eu, ou as outras pessoas que se dizem amigas se ligam em coisas que julgam ser mais importantes que o próprio relacionamento (e que interfiram nele), a amizade esfria e a potência diminui. Isso acontece num chuveiro a gás: quando todas as meninas (do seu quarto, no caso) vão tomar banho e os dois chuveiros a gás são ligados. O que está despejando água sobre você fica fraco e frio. Mas quando eu, ou você, ou a outra pessoa do relacionamento, vulgo amizade, percebemos que o que fizemos foi uma grande besteira (não no caso do banho), nos desligamos dessas coisas que ora já foram mais importantes, aumentando assim a potência e a 'temperatura' da amizade (claro que com o tempo). Fatidicamente e cicloviciosamente (tudo bem, não existe essa expressão) também acontece num chuveiro a gás: a menina do chuveiro ao lado percebe que já está no banho há muito tempo, desliga seu chuveiro e deixa você tomar o seu banho tranqüilamente quente e potente.

Concorde você comigo ou não, é isso que eu quero dizer quando solto: “A Amizade é Como Um Chuveiro a Gás”.

Um beijo nos olhos e um ótimo fim de vida boa para vocês que assim como eu, já voltam para a escola dentro de alguns dias!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Janeiro em Nárnia

Janeiro é um mês diferente como todos os outros também são. Nunca é igual, nunca são as mesmas pessoas e nem o mesmo lugar. No primeiro dia você olha para trás e vê o ano que passou. Lembra do janeiro passado e tenta comparar com o que há de vir. Tenho certeza, que se me lembrasse do que pensei no primeiro dia, estaria completamente enganada do que aconteceria.

No quarto dia, quem tem a oportunidade vai para a tão sonhada Nárnia. Começa a real 'fantasia': há aqueles sonhadores, aqueles engraçados, aqueles cantores e até aqueles que falam. Sim, há Narnianos falantes! Conversam de dia e se deixar até de noite.

Na nossa Nárnia tem hora para dormir, hora para acordar mas não tem nunca hora para se divertir. Estar lá já supre todo o significado de diversão. Somente estar já diverte, muda e alegra.

No oitavo dia, novos amiguinho literalmente atravessam o guarda roupa convidados por Aslam. Se encontram com Pedro, Suzana, Edmundo, Lúcia e Cáspian e aí começa uma nova aventura. Passam-se cinco dias de novos sorrisos, abraços, cantigas e tudo mais que acontece que ninguém consegue descrever.

Pequenos amigos, novos "tios e tias" e verdadeiras aventuras. Resgatamos o teimoso Edmundo e libertamos Pedro e suas irmãs que estavam petrificados. Ah, aquele delicioso elixir! (só quem provou para saber) É Nárnia. Vocês precisam conhecer!

Então é o décimo terceiro dia. Abraços, sorrisos e até lágrimas. A cada novo tchau, uma nova marquinha ficava. Não pense que é por aqui que tudo acaba.

Pulamos então mais dois dias. É dia 15. Sim, você pode fazer isto! Outros olhares, novos sorrisos, uma dança nova e outros amigos. Você se prepara para a semana mais radical da sua vida, pois como eu já disse: VOCÊ PODE FAZER ISTO!

Vai pro meio do mato e volta cheio de picadas; fatura um real a cada três pilhas vendidas no sinal e se depara com mais de mil pessoas que estiveram no acampa em Nárnia; dança como paquita, chora como bebê e foge de vacas.

Já é dia 20 e então eu posso copiar um dos parágrafos anteriores: "Abraços, sorrisos e até lágrimas. A cada novo tchau, uma nova marquinha ficava. Não pense que é por aqui que tudo acaba."

Esse foi o meu passeio por Nárnia. Aqueles que conhecem, nunca esquecem; aqueles que vivem, também não! Nárnia acontece e nunca é do mesmo jeito. Chega então dia 21. Hora de dar tchau e carregar para toda vida aquilo que aconteceu. Começamos então a esperar ansiosamente pelo dia que Aslam nos convide para ir até lá de novo.

É assim que é. Por mais que pareça que não, no total foram 18 dias que não me convenceram ainda de todo esse tempo. Ainda me lembro de quando eu cheguei, dos detalhes e tudo mais. Janeiro nunca é igual, e neste eu estive em Nárnia.

Um beijo nos olhos, narnianos felizes!